AVIF vs WebP: por que o AVIF comprime melhor
O WebP costumava ser a resposta fácil para "qual é o formato mais leve que dá para usar sem risco?". Hoje isso está desatualizado em dois sentidos: o AVIF, que vem ganhando suporte silenciosamente desde 2020, supera o WebP em compressão pura na maioria dos testes do mundo real, e o principal motivo pelo qual as pessoas ainda o evitavam (criar um arquivo era complicado) quase não se aplica mais.
Por que o AVIF comprime melhor
O WebP é construído sobre o VP8, um codec de vídeo de 2010. O AVIF é construído sobre o AV1, um codec de vídeo finalizado uma década depois — e é nos codecs de vídeo que a pesquisa de compressão de imagem realmente acontece, já que até uma melhora de 1% importa muito em escala de streaming. O AV1 trouxe ferramentas bem melhores para prever e codificar blocos de pixels, e o AVIF herda tudo isso.
Na prática, isso aparece como:
- Arquivos menores com a mesma qualidade visual. Testes independentes (e os nossos próprios, comprimindo as mesmas fotos dos dois jeitos) ficam consistentemente na faixa de 20-30% a favor do AVIF, com os maiores ganhos em fotos e imagens complexas.
- Melhor tratamento de gradientes suaves: o AVIF suporta maior profundidade de bits e tem ferramentas mais fortes para evitar o "banding", aquele degradê visível em degraus que às vezes aparece em céus ou sombras, no mesmo tamanho de arquivo.
- Suporte a cores mais amplo. O AVIF consegue representar HDR e cores de gama ampla, algo que o WebP não faz — não é algo que a maioria precisa no dia a dia, mas importa para sites com muita fotografia.
Os dois formatos suportam transparência e os dois têm modos com e sem perdas, então isso não é um diferencial.
A pegadinha que já não é mais tão pegadinha
O que impediu o AVIF de ser a escolha óbvia foi isto: todo navegador moderno consegue exibir um arquivo AVIF sem problema nenhum, mas criar um direto no navegador só funcionava de forma confiável no Chrome e no Edge. O Firefox e o Safari nunca lançaram um codificador de AVIF nativo, então as ferramentas que dependem do canvas do próprio navegador para fazer a conversão simplesmente geram um resultado diferente (ou quebrado) neles, ou deixam o AVIF desabilitado como opção.
Essa é uma limitação real, mas é uma limitação dessa abordagem específica, não do AVIF em si. O img-compress não depende do codificador embutido do navegador — ele roda seu próprio codificador de AVIF, compilado para WebAssembly, do mesmo jeito que processa qualquer outro formato. O resultado: uma conversão para AVIF que funciona igual no Chrome, Firefox, Safari ou Edge, tudo no seu dispositivo, sem enviar nada para lugar nenhum.
Quando vale a pena usar o AVIF
- Você quer o menor arquivo possível para uma foto, e não está com pressa — o AVIF é a melhor opção disponível hoje.
- Você está arquivando ou guardando imagens onde o espaço economizado importa mais do que a velocidade de codificação.
- Você está publicando na web e quer o menor peso de página possível — como todo navegador moderno consegue exibir AVIF, não existe risco de compatibilidade do lado de quem visualiza.
Onde o WebP ainda se justifica: se você está convertendo um lote muito grande de imagens e quer o resultado mais rápido, o codificador mais simples do WebP chega lá mais rápido, com um custo de tamanho moderado. Para o uso pontual ou lotes moderados, porém, os segundos a mais que o AVIF leva são um preço baixo por um arquivo visivelmente menor.
Testando você mesmo
O img-compress comprime e converte para AVIF, junto com JPG, PNG e WebP, direto no seu navegador. Nada é enviado para um servidor, e funciona de forma idêntica não importa qual navegador você use. Se você está decidindo entre formatos de forma mais ampla, WebP vs JPG vs PNG vs AVIF cobre o panorama completo.